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Shakespeare, inventou o humano e a psicanálise!

Shakespeare é um gênio. Freud certa vez o colocou como o real pai da psicanálise, uma referência ao fato de que o dramaturgo inglês, no conjunto de sua obra, trouxe maneiras ilustres de falar sobre a psiquê humana, sobre os sentimentos, sobre os comportamentos, sobre o luto, sobre a consciência. Revisitou os mitos gregos e romanos construindo uma atemporalidade fantástica com meios de representar o ser humano. Harold Bloom, professor e crítico estadunidense, em 1998, nomeou William Shakespeare como o “Inventor do Humano”. 
Quando li Shakespeare pela primeira vez, de fato, numa versão reimpressa de um original, pude perceber essa sua façanha psicanalítica. Não era mais aquelas versões para escolas, infantis ou adolescentes, ou aquelas adaptações televisivas romantizadas. A primeira peça que li na íntegra foi Hamlet. Fiquei pasmado, admirado. Foi durante uma disciplina de pós-graduação na Unicamp, com o professor Ronaldo Marin.
Algum tempo depois, em meu mestrado estava analisando Titus Andronicus (que venho a montar no palco durante meu doutorado). Neste entremeio, fiz estudos de Ricardo III, de Macbeth, entre outras. Escrevi alguns artigos, sendo o primeiro sobre as personagens femininas shakespearianas como Ofélia, Lady Macbeth, Lady Anne e Lavínia. Titus rendeu alguns artigos importantes que apresentei em congressos e mais tarde em 2022, uma tradução para a editora Martin Claret com um olhar diferenciado: o da Psicanálise – Titus é uma peça, como todas as peças elizabetanas, divida em 5 atos, porém, genialmente, podemos observar cada ato desta peça em questão, como uma das fases do luto. Luto esse que vive Titus (e seu irmão Marcos e filho Luciius) pela morte de seus filhos, pelo ato horrendo cometido contra Lavinia (além do Luto de Tamora pelos filhos que foram assassinados, e o de Lavinia por seu amado, Bassianus). 
Durante o período do meu doutorado que foi defendido em 2018, trabalhei com leituras psicanalíticas e filosóficas das obras Shakespeare. Na sequência fiz formação em Psicanálise e passei a analisar mais profundamente estas peças com o olhar psicanalítico, rendendo ensaios e artigos científicos publicados, como um estudo da Esquizofrenia e do Duplo em Ricardo III. Desde o ano passado fui convidado a ser colunista de uma sessão de psicanálise da BAND (Portal Multi Band).
No mês passado e agora em Janeiro de 2014, estou publicando uma série de artigos sobre temas como Fantasia e Real, Luto, Narcisismo, Complexo de Édipo entre outros, com um olhar da psicanálise ilustrando através de peças de Shakespeare, como Hamlet, Titus, Macbeth, Ricardo III entre outras. 
Venho aqui convidá-los a estas leituras! 
Igor Capelatto

Artigos científicos
A Schizophreni de Ricardo III: Confluências no Doppelgänger de Dr. Jekyll e Mr. Hyde


Ensaio sobre o gesto em Titus Andronicus: um diálogo entre William Shakespeare e Julie Taymor


Doces Ornatos: Uma Análise do Feminino Presente nas Obras de William Shakespeare

Artigos Band
Shakespeare, um psicanalista?

Qual o dilema de Hamlet?

 

Quem te cortou a língua?

 

Por que Lacan interessou por Shakespeare?


Quem são os fantasmas de Shakespeare?

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